*Texto feito unicamente para Ana Paula Lins, minha querida amiga e parceira, que tem uma queda por Stephenie Meyer.

*Texto feito unicamente para Ana Paula Lins, minha querida amiga e parceira, que tem uma queda por Stephenie Meyer.

A mocinha tinha cheiro de boneca. Ou era daqueles batonzinhos que elas têm, que parecem um morango? Não lembro muito bem. Ela sentava num banco da praça que havia na cidade, e passava horas observando o sol, as árvores, as flores. eu a observava de longe, com meu grupo de amigos. Alguns tiravam "sarro" dela, falando que ela devia ser "mal-amada", mas eu não acreditava nisso.
Um dia, achei por bem me saparar deles e ir até ela. Meus amigos me zoaram, faziam piadas e me davam empurrõezinhos, insinuando coisas obscenas e impensáveis para mim. Aquele era o tipo de garota em quem eu nunca tocaria.
Quando me aproximei, ela me olhou e sorriu.
- Bom dia. - A moça me cumprimentou, e aquilo bastou para que eu me derretesse completamente. Era a voz mais doce que eu já havia escutado. O nome da dona era Michaella. Passamos a tarde inteira conversando. Ela era inteligente, engraçada, e falava sobre tudo. Todos os dias eu conversava com ela. Meus amigos me cobravam, me chamando de tudo. Mas eu não me importava mais. Eu era dela agora.
Depois de quase um mês - muitos shows perdidos, um melhoramento cultural e educacional, risadas e brincadeiras -, tomei coragem e perguntei:
- Afinal, porque todas as tardes você vem aqui e não faz nada além de observar?
- Ah. - Ela não pareceu surpresa, nem teve vergonha de responder. - É que eu tenho câncer. Deopis que eu descobri, comecei a olhar o mundo de um ângulo diferente. Aprendi a hora de voltar para casa apenas observando o sol. Ele é tão cheio de cores; tão magnífico...
Eu não consegui falar. Michaella observava tudo porque mais cedo ou mais tarde ela não poderia mais. A algum tempo, eu pensava em pedi-la em namoro, mas agora ela pensaria que era por pena. Eu não poderia!
Passamos mais duas semanas na mesma rotina, como se ela nunca tivesse me contado nada. Perguntei seu telefone, onde morava. A cada dia que se passava eu ficava mais ansioso para vê-la. Até que um dia ela não apareceu.
Fui até sua casa. Quem me atendeu foi uma mulher de meia-idade, e aprecia me conhecer.
- Você é o João? - Ela perguntou, assim que a indaguei sobre Michaella.
- Sim. - Respondi, mexendo em meus cabelos claros.
- Ela está hospitalizada. Queria ver você, mas eu não sabia onde encontrá-lo.
Nem perguntei desde quando. Peguei o endereço e corri até onde minha amada estava.
Quando me deixaram entrar na UTI, ela estava deitada, pálida e quase adormecida.
- Bom dia. - Ela falou, e eu notei como sentiria falta daquela voz. Conversamos um pouco e, vendo a dificuldade dela, ficamos em silêncio.
Eu me levantei, decidido, e olhei nos olhos dela.
- Michaella... - Senti meus olhos arderem, e lágrimas formarem-se. - Eu amo você.
Ela sorriu, me tocando no rosto. Fechou os olhos e suspirou, dizendo:
- Era tudo o que eu precisava ouvir, meu amor.
E então, ela se foi.
Eu ainda a amo. Ela me mudou completamente... E eu ainda a amo.
FabríciaMartins, 2009.
Meu joelho doia como nunca doera antes. Faltava apenas uma volta... apenas uma. Eu não poderia desistir. Corri o mais rápido que pude. Meu corpo me puxava para trás, enquanto meu espírito me levava para frente. A exaustão tomava conta do meu corpo, e eu já sentia tudo esfriar. O cansaço era indefinível, mas eu conseguia ver a linha de chegada. Estava em primeiro. "Vou ganhar! Só mais um pouco...!", eu pensava.
Foi quando uma dor lascinante percorreu minha perna direita. Senti algo quente cair do meu nariz quando bati o rosto no chão e rolei, sentindo que tudo estava extremamente barulhento e brilhoso. Levantei o rosto o máximo que pude. Se eu esticasse a mão, tocaria na linha de chegada. Eu ainda estava ganhando, mas meu corpo não me obedecia. Não consegui ao menos esticar o braço, o esforço foi tanto que minhas energias acabaram, e eu desliguei, como se tivessem apertado o interruptor.
Acordei horas depois. Minha perna pesava e por uns instantes eu via tudo branco. O quarto onde eu estava tinha cheiro de remédio e panos limpos. Forcei-me a sentar, mas não consegui impulsionar minha perna para levantar. Foi só nesse momento que senti a gravidade do meu problema. Minha perna estava presa por um pano a uma estrutura de ferro que não me deixava nem dobrar a perna nem abaixá-la. Havia pedaços de metal saindo do meu joelho e da minha canela. Era uma imagem grotesca, e eu sabia que nunca correria novamente com aquilo. Nunca mais.
Alguns meses depois, tiraram os furos de minha perna. Rompi os nervos do joelho, quebrei os ossos da perna... e do nariz também. Fiz milhares de cirurgias, fisioterapia, mas nunca me recuperei.
Muitas vezes, hoje, pergunto-me se eu não deveria ter desistido. Às vezes, as coisas simplesmente não são para acontecer. A dor era um aviso: pare!, mas eu não escutei. Minha vontade e orgulho foram grandes, não consegui parar de correr até não conseguir mais. Eu poderia ter parado, mas não parei. Eu poderia estar correndo -ainda-, mas não estou. Será que eu simplesmente poderia ter parado e dito "não consigo mais"? Ou eu me mataria por tê-lo feito? A razão é um dom que nós, humanos, não sabemos usar...
Fabrícia Martins.

Quando a vi pela primeira vez, achei que estivesse tendo uma visão do paraíso. Ela era pequenina, com uma pele branca impecavelmente lisa. Os cabelos ruivos, curtos e cacheados cobriam um dos seus olhos, e sua cabeça era protegida por um chapéu grosso de pele - falsa, como descobri depois.
Seu nome era Palovla. Russa, tinha um filho pequeno. Dançava balé e era extremamente graciosa. Eu a protegia. Era um policial treinado, e ela estava na Alemanha; A guerra nunca cessava. Me apaixonei perdidamente. Ela tinha um coração puro, era delicada, inteligente...
Nunca cheguei a ficar com ela. Meu anjo foi embora num avião. O pequeno dela me deu um adeus, virando-se enquanto segurava a mão da mãe. Nunca mais a vi, mas creio que a lembrança daquele rosto vai ficar para sempre nos meus sonhos...
FabríciaMartins.
Depois de uma semana de ausência, recebo uma missão. Confessar seis coisas sobre mim, a mandato do meu Sensei, dono do Epifanias Virtuais. Como algumas regras desse meme, que achei no blog linkado no blog do sensei, o Entremeado, estavam meio bestas, n vou respeitar 100%. Fico no meio termo.
1- Como muita gente, eu sou um poço de preguiça. Sério mesmo! Odeio fazer qualquer coisa que envolva esforço físico, tirando dançar! Fazer coisas que não são do meu interesse é chato, e atraso o quanto puder. É crime?
2 - Odeio estudar. A maioria das pessoas que vivem me escutando dizer "sou nerd" acham que sou um crânio, tipo a Tamyrys. Eu só presto atenção, e nada mais. Pra mim, estudar é para os fracos - estudantes, não leiam isso. Mas de vez eu quando, eu dou aquela escapulida e tenho que dar uma revisada tripla! Mas nada que um grande sorvete n cure!
3 - Sou sincera. Gosto de falar a verdade, e isso é um ponto negativo. Mas, também, é um ponto positivo. Muita gente gosta quando falo a verdade sobre elas, mesmo que isso seja chato às vezes. Sinceridade às vezes é maldade, e temos que aprender a controlar a língua. Estou aprendendo... ainda.
4 - Sou chata. Quando não gosto, não gosto mesmo, e você não se atreva a repetir duas vezes a mesma coisa que viro uma fera! Me irrito facilmente com coisas repetitivas e fico irritada quando fico presa em algum lugar com muitas pessoas amontoadas.
5 - Tenho medo de Ets, escuro e de ficar só. Todo mundo diz que é besteira, mas tenho uma imaginação fértil e, pra mim, tudo no escuro é possível. Odeio ficar só, e meu maior pesadelo é realmente todos "esquecerem de mim".
6 - Por fim, sou muito emocional. Adoro sentimentalismo. Meu livro preferido é "Poliana", da Eleanor H. Porter, e toda vez que leio "O Pequeno Princípe", de "Todos-sabem-quem-escreveu", eu choro feito uma louca. Acho cada demonstração de afeto uma coisa preciosa, e adoro como as pessoas demonstram que amam outras.
Bem, tenho que linkar a quem mando meu presente de grego!
Ao meu amigo Sérgio Filho. E ao meu outro amigo, Thiago Lima.
Eu estava entediada. Vestidos, blusas, calças, shorts! Inferno! Por que me obrigam a ficar dentro de lojas e escolher milhares de roupas que eu não vou comprar? Eu estava carregando sacolas e bolsas, enquanto sonhava internamente em escapulir da loja e entrar numa outra ao lado, que vendia quadrinhos. Olhei para a menina do meu lado. Loiríssima, salto 15, olhos azuis, 1.70 de altura.
- Karla, toma isso aqui. - Coloquei todas as bolsas e sacolas nos braços dela, e me virei.
- Ondje 'cê vai, Txica? - Ela arregalou os olhos por trás das lentes escuras.
- Vou... aqui ao lado, depois eu volto. - Ela ainda perguntou alguma coisa, mas eu não escutei. Por que é tão difícil ser diferente das minhas amigas? Diferente da Karla, eu não usava saltos ou roupas de marca. Minha camisa xadrez de mangas compridas já estava fubenta. Minha calça jeans já estava com um arranhão no joelho, e eu realmente não ligava de estar num shopping vestida daquele jeito. Meus allstars faziam um "toc, toc" vazio e sem vida no meio da multidão arrumada. Será que estavam me observando? Entrei pelas portas da loja, onde me sentia mais confortável. Parei na frente da minha coleção favorita, quando ouvi um romper mágico das portas silênciosas.
- Garota, vamos logo! Você precisa ver esses sapatos! - Era a Laila, outra que vivia comprando. Elas sabiam que eu era compulsiva por sapatos. Tinha mais sapatos que blusas. Mas isso era só um golpe pra me mostrar uma nova blusa que a Karla tinha comprado.
- Agora não, Lala. - Virei para os quadrinhos de novo.
- Agora sim, Fran! - Ela me agarrou pelo pulso e me carregou. Eu não pudia me recusar a ir com ela, havia concordado em aparecer no shopping. Ah, como elas eram muito mais divertidas sem todo aquele glamour ao redor!
Olhei minhas unhas enquanto elas experimentavam milhares de roupas. Eu não era feia, mas não era uma miss. Se eu quisesse, poderia. Mas, por que não?
Depois de intermináveis horas, elas decidiram ir embora, com 5 das trocentas roupas que experimentaram. E eu continuei sem saber o que fazer. Mas estava feliz. Eu sabia que todos os meus irmãos estariam em casa me esperando para jogar uma partida de poker e beber cerveja irlandesa. Abri um sorriso, girando o chaveiro feito de madeira das minhas mãos.
Eu pudia não ter aproveitado as horas no shopping, mas isso me fez pensar. O que será que eu faria se eu fosse elas?
Hmmm
Não.
Prefiro meu poker.

1.Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa:
amor ao próximo;
amor ao patrimônio artístico de sua terra.
2.Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema:
"Amor é um fogo que arde sem se ver" (Luís de Camões, Rimas, p. 135); "Vereis amor da pátria não movido / De prêmio vil, mas alto e quase eterno" (Id., Os Lusíadas, I, 10);
amor a uma causa.
3.Sentimento de afeto ditado por laços de família:
amor filial.
4.Sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba tb. atração física:
"Tenho frio e ardo em febre! / O amor me acalma e endouda, o amor me eleva e abate!" (Olavo Bilac, Poesias, p. 124);
estar louco de amor;
casamento de amor.
5.P. ext. Atração física e natural entre animais de sexos opostos:
Os pombos arrulhavam de amor.
Ah. Os olhos dele me olhavam como se eu estivesse sob uma luz diferente. Minahs mãos tremiam, assim como meus joelhos. Meus olhos viravam-se para a minha melhor amiga, o tempo todo. Quianto mais vais demorar? Quanto mais vou conseguir aguentar os olhos dele? Olhos inquisitores, como se me perguntasse quem sou eu... Ou melhor: No que você se tornou? Você tem seios agora...! Há quanto tempo? 5 meses? Não... Cinco anos! Minhas mãos suavam. Um bilhete.
- Tô afim de tu. Sabia?
Minha amiga olhava por cima do meu ombro. Fez um pffs - ele era seu irmão - e disse: coloca um não, com dois olhinhos arregalados embaixo. Foi o que fiz. Não consegui respirar. Meu peito arfava de entusiasmo. Uma ligação. Três olhares de decepção. Meu, da minha amiga, e do meu amante. Eu ia embora.
Meses. Meses. Meses. Cada dia era uma tortura. Quando verei você? Quando? Quando poderei tocar seus lábios? Quando!? Quando poderei te abraçar, e dizer o quanto te amo...?! O quanto te amei por todos esses anos? Você me amou tanto quanto eu te amei? Me olhava tanto quanto eu te olhava? Eu esqueci de ti, por cinco anos. Você virou uma lembrança que me fazia feliz. Virou algo que eu nunca imaginaria chegar...! Saudades do tempo em que eu te paquerava! Saudades do tempo em que eu suspirava, e te via, com olhos embaçados e ainda mais verdes. Com meu corpo de criança, ainda... mesmo que mais que as outras. Não sabia o que era gostar de outrem. Mas, naquele dia. O bilhete. Os olhares. Não era platônico.
- Ah. Eu sempre gostei de você. - E eu sorri, com a confissão baixinha que você me dava. Então estávamos juntos. Finalmente. Oito. Oito meses. Longos oito meses de espera, de ânsia... E você era, finalmente, meu! Meu namorado! Como era ótimo dizer isso! Hoje, meus óculos não me deixam os olhos embaçados, mas a maior parte do verde se fora. Não sou mais criança, mas nem sou mulher ainda.
Eu não sabia como reagir. Seu mundo ruiu, e eu queria te carregar pro meu mundo inteiriço. Mas como? Abracei seu corpo como pude. Espero tê-lo feito feliz, assim como me faz.
Agora, olhando para minha letra redonda, vejo que minha vida com você nada mais fora que uma montanha russa. Subidas, e decidas, com uma super descida no final que nos amedronta, e quase nos faz cair. Mas o final gratificante por saber que sobrevivemos à todas subidas, descidas e loops dessa nossa montanha russa.
E que fique bem claro que eu só fechei os olhos nos loops.
Enfim.
Amo você, amado.
Desde sempre.
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Imagem: http://www.flickr.com/photos/fabiana_veloso/2760335303/

...E, apesar de tudo, meu mundo não será o mais divertido. Nem o mais legal. Eu não vou ser uma pessoa descolada. Não vou ser uma menina prodígio. Nunca terei os amigos mais populares, nem os mais espalhafatosos. Nunca sairei vestida na rua fantasiada (não por falta de querer). Nunca chorarei por uma justa causa (só choro pelas coisas que não tem causa justa). Nunca farei uma piada que não seja metade copiada. Eu nunca serei a mais bonita. Eu nunca serei a mais inteligente. Eu nunca serei a mais informada (na verdade, nunca fui nem um pouco). Eu sempre serei aquela que sabe de tudo um pouco, mas que não sabe de nada que tenha total relevância. Sempre serei aquela que tenta ser legal, mas acaba sempre sendo a que "quer aparecer". Provavelmente, serei sempre assim, pra sempre, e sempre, e sempre, e sempre...
"Mas que puxa... Ganhei uma pedra.".
"I miss you... But I haven't met you yet.".
Probably, you don't know me... I don't know you too, but I know we'll miss you. When I listened your histories, I cried of laughing. You were an amazing guy, that makes everything a person can do in a lifetime. I'll miss you, because I never saw your face, I never listened your voice. I'll miss you because for one year, I dreamed about the day in I would know you. But now, it's impossible. the more I write, more it is difficult not to cry. I miss you now, more than ever, because I'll never know you.
This is my letter for you. I can't do anything more, because I don't know who you are, but I can tell you: One time, you were in my dreams. I Told you: "I'll pray for you", and you said: "You must speak louder. Your God will not hear you.".
I think I spoke too low.
Como a dona observadora que sou, percebi ontem que meu filho já tinha um aninho.
CONGRATULATIONS! \o/
O que faremos? Cantamos uma canção de aniversário? Damos um nome à ele? Pintamos sua cara? (ah, isso eu já fiz).
Não há nada engraçado para falar, ou algum texto lindo, triste, ou inteligente. A única novidade foi a moça aqui ter assistido Agente 86 e quase ter chorado no filme (a agente 99 foi muito ruim com o pobre Max naquela hora do...). Estou participando do Premio SESC de Literatura (apoio?) e escrevendo um "livro" a parte. Os dois estão legais, mas acho que não consigo terminar a tempo...
Só para livrá-lo da poeira ^^
Com carinho e apreço,
emocionada pelos comentários que recebi, incentivos, e palavrar carinhosas...
Polly.
"Sabe esses dias em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama, preferia estar na cama
Um dia, a monotonia tomou conta de mim
É o tédio, cortando os meus programas, esperando o meu fim"
É... sei... Sabe aqueles dias que você deseja não fazer absolutamente nada? Quando seu corpo está absolutamente cansado, quando você nem se levantou da cama ainda? Será que isso é realmente ruim?
Veja bem: Todos nós sentimos isso, certo? Então por que motivo não inventamos um dia para todos passarmos o dia todo na cama, sabendo que temos o que fazer, e ainda assim, não fazer o que devemos?
Queria eu poder acordar numa quinta feira e dormir até duas horas da tarde, sem ouvir o maldito despertador tocar, sem ter os olhos invadidos dolorosamente pela luz solar! Ou quem dera eu acordasse ao menos DISPOSTA a sair da cama...
Logo nas primeiras horas da manhã, você pensa "Ah... MAIS um dia enjoado...". Será que todos os dias têm que ser realmente iguais?
Sabe de uma coisa? Reaja, rapaz! Liberte-se da monotonia que invade nossas mentes todos os dias em que acordamos, e faça algo para que seu mundo seja mais animado! Sorria até em dias de chuva, viva um dia, ao menos um, brincando, porque ao menos assim a gente despista a monotonia e finge não ver o tédio!
Ah... tô com preguiça de continuar! Até depois...

Não era incomum ver uma menina de preto e jeans andando no meio de pessoas. Também não era nenhum pouco incomum que essa menina estivesse indo ao contrário da multidão que se arrastava, às 5:30 da manhã, para seus afazeres. Advogados, professores, médicos, construtores, pedreiros, artesãs, cantores, dançarinos, padeiros, rendeiras... todos caminhando em direção às suas monótonas vidinhas... algumas com sentido, outras sem... Às vezes eu discordo das coisas que vejo, e nem sempre as pessoas concordo com o que eu discordo... Acho que nunca pensaram realmente em como é ser uma pessoa como eu... aparentemente neutra, mas com pensamentos que ultrapassam as leis da sociedade... ou do pudor.
Não é realmente que eu seja diferente. Não sou diferente. Não tenho três pernas, cinco braços, ou seis tetas. Simplismente penso de maneira mais... como posso dizer?,... hmmm... complexa. Nem sempre as pessoas me confundem com outras coisas, ou me julgam. Não sou suficientemente importante pra isso. Não uso brincos espalhafatosos, não gosto de piercings, não uso tatoos... Também não sou a mais aplicada na escola, não sou de falar muito. Alguns da minha classe nem sabem o meu nome... se é que já me viram. E, sinceramente, eu não planejo ser notada... Assim, eu terei mais tempo para pensar em como alcançar os meus objetivos, sem que coisas que não tem real importância me afetem.
Já passei muito tempo pensando em o porquê de as pessoas nunca me notarem realmente. Qual o motivo para que eu não tivesse realmente muitos amigos (tenho no máximo seis, e olhe lá)... Agora eu entendo. As pessoas não nasceram pra ser chamativas. Elas não nasceram para serem melhores do que outras. Não nasceram para provas que são mais bonitas, ou têm um senso de moda mais legal. As pessoas nasceram pra evoluir, nem sempre físicamente, sim psicologicamente. É dessa forma que planejo evoluir.
Quanto aos sentimentos... sim, eu sinto. Claro que sinto. Tenho um amor profundo e claramente visível. Algo que não consigo esconder, mesmo sendo uma das mais neutras pessoas no mundo. Eu sei. Ele sabe. Está tudo bem. Não tenho medo de dizer que o amo, nem vergonha. Digo isso porque penso que alguém que não tem sentimentos, mesmo sendo o mais inteligente ser do universo, não é ninguém. Sem sentimentos uma pessoa não se preocupa com ninguém, nem sabe o que é realmente importante. Não é vida. É espectro de vida.
Acho que esse relato já está ficando comprido por demais... mas sinto como se alguém, nem que seja a mais remota das pessoas, tenha lido esse texto e, talvez, pense que nem todas as pessoas neutras são só neutras. Elas também são pessoas, com pensamentos, objetivos e desejos, talvez, desejos pecaminosos (como os meus), mas, ainda assim, desejos. Sonhos também são grandes atrativos. Elas também são inteligentes. Também se aplicam no que querem...
Talvez sejam como eu.
FK.

"Chamamos de angústia a sensação psicológica, caracterizada por "abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento, dor e ferida na alma. Na moderna psiquiatria é considerada uma doença que pode produzir problemas psicossomáticos."
Estava ao léu, olhando o mundo do lado de fora da minha casa. O dicionário do lado, um livro do século XV do outro. Então seria isso? Seria isso, angústia, esse sentimento no meu coração?
angústia
do Lat. angustia
s. f.,
estreiteza;
aperto;
limitação de espaço;
opressão;
Eu sinto falta de certas coisas. Claro que não me arrependo de nada do que fiz... Arrependo-me de não ter sentido. Sentido amor, arrependimento, ter tido carinho para com outras pessoas... isso pesa no juízo final. Disseram-me. Dizes-me.
aflição;
desgosto;
tribulação;
agonia.
Acho que sei o que é sentir. Porque sinto aqui dentro que a falta de sentir me fez sentir que o sentimento não se sente apenas sentindo o que se quer sentir, e sim sentindo apenas o sentimento que deves sentir... de alguma forma, eu sinto você. Sinto seu perfume quando você passa. Sinto como seu sorriso penetra no meu ser. Sinto como suas mãos me fazem estremecer. Sinto. E não sei porquê.
E cá estou eu, na jaula da solidão do meu ser, apenas por esperar que, se eu posso sentir você, que você venha a me sentir também...
FK.

Agora que chegamos ao fim do ano letivo, muitos de nós seremos separados. Antes que isso aconteça, devemos relembrar o ano que se passou e agradecer. Devemos agradecer, primeiramente, àquele Ser que nos deu tudo para que ficassemos bem. Aquele Ser que fez de tudo - o possível e o impossível - por nós. O único a quem teremos por toda a vida: o nosso Pai Todo Poderoso. Obrigada, Senhor.
Também devemos agradecer aos nossos primeiros e últimos professores: nossa família. Aquela que sempre esteve ao nosso lado, dando aquele "empurrãozinho" do qual precisavamos às vezes, que sempre estava disposta a dar um ombro amigo nos momentos de decepção, ou também sempre presente no momento em que precisávamos ouvir um merecido sermão. Muito obrigada.
Dizem que a escola é nossa segunda casa, então também devemos agradecer aos professores dela, que tiveram dores de cabeça, estresse, raiva, se sentiram menosprezados, mas que no final de tudo souberam nos ensinar todas as lições de casa e, principalmente, uma grande lição de vida: "O saber é o caminho para o sucesso". Muito obrigada a vocês.
Há também outros professores: coordenadores e diretores. Aqueles que são encarregados de "cuidar" de nós por todo o ano, e são quase nossos pais lá dentro. Obrigada a vocês também.
Não podemos esquecer dos outros funcionários. Aqueles que por vezes se tornaram nossos conselheiros e confidentes pelo ano todo. Obrigada!
Vamos sentir falta de todos vocês!
Mas, talvez, aqueles dos quais sentiremos mais falra são nossos colegas de classe. Quando se passa um ano inteiro juntos acabamos nos afeiçoando mais e mais dos nossos colegas, e ao final, é cada vez mais difícil dizer um "até logo".
Na classe, apesar de se formarem os grupinhos, existe a união: todos se conhecem e se ajudam, apesar de não serem tão intímos.
Toda sala de aula é igual. Há sempre aquele aluno engraçadinho que brinca com todos. Há sempre o intelectual, a quem todos assusta quando tira menos de 9. Há os alunos conversadeiros, os alunos nerds, o grupo dos esportes, o menino que só dorme, a menina que só quer aparecer, a menina que realmente aparece, e há também os neutro, nem lá, nem cá: sempre no meio da bagunça.
Nesse ano, fizemos amigos, fizemos intrigas, nos esforçamos ao máximo... ou ao mínimo, para terminarmos o ano com um pé no próximo ano letivo, e o principal é que quando olharmos para trás, vamos pensar: tudo valeu a pena.
13/12/2007

Chorar toda noite por algo que você queria que tivesse acontecido e não aconteceu não adianta nada.
O jeito é levantar a cabeça e pensar em você apenas uma vez. Talvez pessoas fiquem chateadas, e até tristes, mas você não pode consolar todas as pessoas enquanto chora!
Siga em frente, e confie no seu coração. Mas também dê atenção à razão. os sentimentos e a razão estão em um casamento perfeito, não esqueça isso.
Escolha apenas um dia para você e reflita.
Você também é importante.
FK.


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